quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tricolor carioca x Tricolor do Sul

Fluminense e Grêmio entram para esta decisão em momentos distintos, principalmente motivados pelos acontecimentos desta última semana, que podem ser determinantes para o comportamento de ambos nestes dois jogos pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Vou fazer uma abordagem sobre três diferentes aspectos: físico, técnico, e psicológico.

No aspecto físico, no fim de semana, enquanto o Grêmio disputava o primeiro Gre-Nal da fase final do Campeonato Gaúcho, o Fluminense treinava à espera de seu novo treinador e é bem possível que esteja mais descansado para a partida.

No aspecto técnico, o melhor treino é o jogo. Atleta jogado é atleta treinado. A semana sem partidas traz um benefício físico para o Fluminense, porém, lhe tira outro. Mas, por ser o time técnico, o prejuízo é minimizado.

E no aspecto psicológico, o Fluminense vem de ânimo renovado pela chegada do Muricy, que, além de trazer sua capacidade técnica, traz junto dele todo um otimismo pela contratação de um treinador vitorioso, deixando todos atletas motivados e desejando um lugar no time.

Pelo lado do Grêmio, todo mundo sabe o que uma vitória em um clássico representa. De moral alta, com um ambiente leve e descontraído, o time vai confiante para o próximo compromisso, querendo mais uma grande apresentação e desejando repetir a atuação do jogo anterior.

Nunca fui muito bom em fazer previsões arriscando resultados ou apontando favoritos. Além de ter visto um equilíbrio nos aspectos analisados, todos sabem o imenso carinho e respeito e tenho pelos dois tricolores de minha vida esportiva. Por isso, peço-lhes licença para apenas desejar boa sorte a ambos e que o vença o melhor...

Um abraço e saudações tricolores, deste verdadeiro tricolor de coração.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novo comando

Muricy chega ao Fluminense em ano de Copa do mundo, período que o calendário tem uma parada de quarenta dias em função da preparação e dos jogos do mundial. Tenho certeza que a demissão de Cuca neste momento foi feita pensando em oferecer ao novo treinador a oportunidade de contar com este período para conhecer e arrumar o time.
Muricy Ramalho é um treinador vitorioso, que tem no seu currículo títulos importantes, passagens por grandes times e que chega ao Tricolor no melhor momento de sua carreira, em ascensão e certamente pensando na Copa do Mundo no Brasil e a possibilidade de dirigir a seleção para 2014.
Treinadores de projetos chegam aos clube pensando em permanecer tempo suficiente para, ao sair, terem deixado um legado de títulos importantes. Porém, para que isso aconteça, o Fluminense terá de oferecer condições para corresponder ao tamanho da expectativa gerada com sua chegada.
Boa sorte, Muricy.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nocaute em três assaltos

O Fluminense precisou apenas de vinte e um minutos para garantir a vaga para as quartas de final da copa do Brasil. Nocauteou a Portuguesa logo de início, sem dar-lhe chance de saber de onde vinham os golpes, três gols do Fred, que vem mantendo uma media excepcional desde que chegou ao clube e que deixam sua marca registrada, de grande finalizador e oportunista dentro da área.

Depois da vitoria em São Paulo e do placar elástico logo no inicio ouve um desinteresse negligente por parte dos jogadores. Era natural que com o resultado a seu favor e a grande vantagem conquistada, o time se tranqüilizasse , mas daí a perder o foco e permitir a reação da portuguesa é outra questão.

O jogo deixa poucos elementos para poder fazer uma analise mais profunda, pois foi jogado com total concentração apenas 1/4 dela. Entretanto, penso baseado em outros jogos que tenho visto. O Fluminense tem um time qualificado, porém se faz necessário alguns ajustes para torná-lo mais competitivo e, com isso, difícil de ser batido.
Existem alguns erros que se repetem e que denotam um vício de posicionamento em determinadas ocasiões. Chama-me a atenção o time iniciar a sua marcação muito perto da área, postura que leva o adversário para as proximidades do gol. Esse comportamento é o mesmo que o boxeador ir procurar abrigo nas cordas do ringue pra defender-se do adversário, inevitavelmente sem ter para onde ir. Sendo pressionado, uma hora irá sucumbir.

E quando isso acontece dá chance ao adversário, pois uma falta cometida perto da área, oferece grande oportunidade para o time que tem bons batedores , ou quando já dentro dela a bola desviar no zagueiro e parar na marca do pênalti, vai dar ao atacante a chance de fuzilar o goleiro,como no segundo gol. Com tanta gente à sua frente fica muito mais difícil a vida deste, pois além de não enxergar o momento que a bola partiu dos pés do atacante,ele ainda tem que esperar ate o ultimo momento para ver se a bola não vai desviar em ninguém.

O caminho para arrumar estes detalhes passa por muito treinamento tático, pois não é fácil sincronizar estes movimentos e fazer o time jogar mais adiantado, sem oferecer campo às costas da zaga para o adversário. Mas passa também por uma postura de marcação mais incisiva, agressiva no momento da briga pela retomada da bola,em que todos participem do sistema de marcação e não fique apenas sobre a tutela dos zagueiros e volantes a responsabilidade de retomá-la.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O comandante Cuca...

Cuca não é mais o treinador do Fluminense para a sequência da temporada. Grande responsável pela campanha que evitou o rebaixamento do clube para a Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado e que também levou o time à final da Copa Sul- Americana não faz mais parte dos planos da diretoria.

Em um país de dimensões continentais é difícil imaginar que os regionais irão perder importância e que teremos no futuro apenas competições nacionais, assim como o modelo adotado pelo restante dos campeonatos pelo mundo afora.Talvez as ligas regionais, como já foram testadas com a disputa do Rio-São Paulo, Copa Sul, Copa Centro-Oeste, ocupem no futuro espaço e importância maior, porém, não chegarão a ameaçar os estaduais.

O fato é que de uns tempos para cá os estaduais vêm sendo usado como período de experiência para os treinadores, mas não dão experiência que os treinadores fazem com as equipes no momento da formação dos seus times. Quem está no período de experiência é o treinador, que tem três ou quatro meses de trabalho para definir sua permanência, e a fórmula é simples: ganhou o Estadual fica, não ganhou está fora. Entendo que o titulo é um critério importante e decisivo no momento da resolução, mas este não pode apenas ser o único critério avaliado.

Grandes treinadores têm optado por ficar parados no período dos estaduais, para não correrem o risco de após trabalharem duro para montar e treinar sua equipe serem demitidos. Não sei onde vai parar, mas talvez estejamos vendo surgir uma nova categoria de treinadores, os treinadores de estaduais, com contratos de experiência válidos apenas até o início do campeonato nacional.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um jogo, dois estilos

Duas estratégias de jogo, dois estilos foram levadas a campo no clássico. A primeira, de um time técnico, baseada na posse de bola, na troca de passes, deslocamento em velocidade. Que na figura dos seus jogadores de meio campo, caracterizam um time que tem alternativas e possíveis variações de jogadas para diversas situações durante a partida.

E a segunda, de um time forte, centralizada na figura de um centroavante alto, que na bola parada, adianta seu time para dentro do campo adversário, brigando pela primeira bola no alto, e dando início a suas jogadas de ataque.

O Botafogo errou em permitir que o Fluminense entrasse no seu campo com a bola dominada, sem que rapidamente encurtasse a marcação no homem da bola. Erros que permitiram que nos dois gols do tricolor Diguinho tivesse tempo suficiente de levantar a cabeça e oferecer o passe para seus companheiros dentro da área.

E o Fluminense, erro fatal em levar sua defesa demais para dentro da área na principal jogada de ataque do adversário, a bola parada. Foi desta forma que anotou os dois gols, o primeiro de uma falta lateral e uma tentativa mal sucedida de linha de impedimento, e o segundo em uma falta na intermediária, onde seus defensores estavam na marca do pênalti.

Dois erros para cada lado, um equívoco da arbitragem e um futebol pouco técnico porém com uma estratégia eficiente deram números finais ao clássico, com a vitória do Botafogo.

Entretanto para ter uma temporada com conquistas seus treinadores têm que ter em mente que “Não basta apenas lutar pela arte de jogar, como fez o Fluminense e não venceu, como também não basta apenas lutar pela arte de ganhar, como o futebol praticado pelo vitorioso Botafogo, é preciso lutar e jogar.”

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