segunda-feira, 7 de junho de 2010

Vitória em FLUrianópolis

Depois de um primeiro tempo equilibrado em que resistiu à pressão inicial do time do Avaí, jogando em Florianópolis e de ter feito início de segundo tempo devastador, o Fluminense garantiu sua quarta vitoria seguido no Brasileiro.

Quando se joga fora de casa é natural que o time adote uma estratégia diferente da usada habitualmente dentro dos seus domínios e também que o adversário motivado pelo ambiente gerado em torno do fator local, do incentivo da torcida, tenha uma postura mais agressiva.

O Fluminense soube controlar relativamente bem o time do Avaí. Os momentos que teve problema no primeiro tempo foram ocasionados porque seus volantes entraram demais para dentro da área quando o Avaí criava. Com isso deixava a frente da área exposta. Permitindo ao adversário pegar quase todos os rebotes ofensivos, podendo ele, finalizar ou reiniciar as jogadas, o time teve dificuldade para criar e sair de trás com maior organização.

É natural também que em determinados jogos, dependendo do adversário e da estratégia adotada pelo treinador, que um jogador se sacrifique mais que os outros em função do coletivo. Marquinho nesta partida foi peça importante taticamente, por cumprir uma tarefa fundamental na marcação do segundo jogador de meio campo do adversário, que no esquema com três zagueiros funciona mais como um meia do que como volante.
Cumpriu com eficácia, não permitindo que o Avaí desenvolvesse seu jogo como gostaria pelo lado esquerdo da defesa do Tricolor. Ainda foi eficiente em servir de apoio para Carlinhos. Estando em grande noite, os dois foram o ponto alto do time nesta última rodada antes da parada para a Copa do Mundo.

Muito importante ter um time mais equilibrado dentro de campo, que crie alternativas em diferentes setores da equipe, para que em um momento como este, onde alguns de seus jogadores estejam bem marcados ou porque simplesmente não estejam fazendo um bom jogo, o time tenha alternativas. Perdendo em parte o poder de criação e não havendo outros jogadores dentro do campo para chamar pra si esta responsabilidade, assumindo esta função, o time não teria condição de construir vitórias como esta.

Um abraço

Visite meu site www.roger6.com.br

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Festa da torcida

Festa da torcida nas arquibancadas e jogo difícil dentro de campo marcaram a partida em que o Fluminense venceu o Vitória no maracanã, assumindo a terceira colocação na tabela. No quarto jogo podendo escalar o mesmo time e com um gol ao final anotado por Alan, o time comandado por Muricy vai adquirindo a cada jogo entrosamento maior.

Otimismo gerado por esta evolução, que faz o torcedor e os jogadores a pensar até mesmo em chegar antes da interrupção para a Copa do Mundo em primeiro lugar no Campeonato Brasileiro.

Foi um jogo realmente difícil. Mesmo com seis desfalques o Vitória, que é o finalista da Copa do Brasil, não foi ao Rio de janeiro para passear. Levando um time muito bem arrumado e entrosado em campo, que embora tenha tido na sua formação inicial deste jogo atletas que não vinham jogando como titulares, esteve muito interessado na partida.

O Fluminense teve mais volume de jogo e a posse de bola em seus pés do que o time do Vitória. Porém, no momento que sofria o contra ataque demorava demais para recompor-se, oferecendo ao adversário as costas de seus laterais para atacar com velocidade. Eles, os laterais têm sido e devem continuar a serem peças importantes no suporte às jogadas de ataque, mas devem ter sua retaguarda muito bem resguardada para não receberem tantas bolas nas costas.

Não sou muito afeito em falar de detalhes individuais e de que erros em posicionamento de determinados jogadores quando o equívoco não é recorrente, ou seja, que já tenha acontecido outras vezes, em outros jogos. Para não confundir uma desatenção ou uma dificuldade ocasionada pelo jogo em si, de deficiência que deveria ser treinada, quero analisar com mais calma a dificuldade de marcação apresentada por Carlinhos já no jogo do Corinthians e neste em especial, para poder falar com mais propriedade.

Com apenas um jogador no ataque, o Vitória criou espaço às costas dos laterais do Fluminense para jogar e onde criou seus lances de maior perigo, no segundo tempo do jogo. O próprio treinador, Ricardo Silva, se encarregou de acabar com esta jogada quando colocou outro jogador de área, e este ocupou aquele espaço que era utilizado em profundidade principalmente por seus laterais. Melhor para o Muricy, que imediatamente promoveu a entrada de mais um zagueiro e equilibrou o jogo.

Vencer ao final da partida não significa ter sorte e sim acreditar até o fim que é possível, e é desta forma que observei o Fluminense em campo, consciente que o jogo só acaba quando o árbitro apita.

Um abraço!

Visite meu site www.roger6.com.br

Assinar Comentários [Atom]