segunda-feira, 31 de maio de 2010
Vitória da organização
Nem mesmo o gol no início do jogo atrapalhou os planos do Tricolor na vitória sobre o Atlético no Mineirão. Com autoridade e desenvoltura de um time maduro, jogando mais uma vez um futebol objetivo e consistente, o time de Muricy conquistou os primeiros três pontos fora de casa.
Nenhum treinador começa a arrumar o time do ataque para defesa. A direção dos acertos e ajustes de uma equipe de futebol é dada do sistema defensivo para o meio campo chegando ao ataque.
Muricy achou o equilíbrio defensivo com a escalação de Diogo como protetor da zaga. Estando liberados das coberturas laterais muito longe da área, onde teriam mais dificuldade contra atacantes mais leves e mais ágeis, eles podem se concentrar nas jogadas de definição. Fazendo com que o time sofra poucos gols e possa oferecer suas melhores características.
O posicionamento de Diogo é responsável por ajustes em todos os setores do time. Nas laterais, tanto Carlinhos quanto Mariano podem jogar com mais liberdade, servindo muitas vezes como primeira opção no momento de atacar. Porém, é importante estarem sincronizados e não apoiarem ao mesmo tempo abertos pelos lados do campo. Enquanto um apóia por fora, o outro dá suporte pela faixa central do lado oposto a jogada e um pouco mais atrasado em relação a linha da bola. Assim, será uma opção para a virada de jogo.
Pela liberdade ofertada aos laterais, o meio campo em determinadas situações pode ter cinco, seis ou até sete jogadores envolvidos nas articulações das jogadas: Diogo, os dois laterais, os três jogadores de meio e mais Rodriguinho que se movimentou bastante e que no segundo tempo deu lugar para Alan, aumentando o poder de fogo do tricolor. Com bastante gente para organizar, Fred pode ficar onde sabe usar toda sua qualidade, perto do gol.
Em conseqüência disso é que podemos ver um time mais organizado, as jogadas acontecendo com mais naturalidade, chegando com mais gente dentro da área. Estando com mais gente dentro do campo do adversário vemos o time pressionar a saída da bola, impedindo o adversário de jogar, forçando muitas vezes o rival a usar o expediente da bola longa, tornando mais fácil a retomada.
Desejamos ver o time continuar nesta ascendente escalada rumo às primeiras colocações. Mas é importante entendermos que um time em formação pode ter oscilações nestes primeiros momentos, tanto dentro dos jogos, como de um jogo para o outro. E que isso não significa ser uma equipe inconstante, e sim em formação.
Grande jogo, importante vitória.Um abraço!
Visitem meu site: www.roger6.com.br
Nenhum treinador começa a arrumar o time do ataque para defesa. A direção dos acertos e ajustes de uma equipe de futebol é dada do sistema defensivo para o meio campo chegando ao ataque.
Muricy achou o equilíbrio defensivo com a escalação de Diogo como protetor da zaga. Estando liberados das coberturas laterais muito longe da área, onde teriam mais dificuldade contra atacantes mais leves e mais ágeis, eles podem se concentrar nas jogadas de definição. Fazendo com que o time sofra poucos gols e possa oferecer suas melhores características.
O posicionamento de Diogo é responsável por ajustes em todos os setores do time. Nas laterais, tanto Carlinhos quanto Mariano podem jogar com mais liberdade, servindo muitas vezes como primeira opção no momento de atacar. Porém, é importante estarem sincronizados e não apoiarem ao mesmo tempo abertos pelos lados do campo. Enquanto um apóia por fora, o outro dá suporte pela faixa central do lado oposto a jogada e um pouco mais atrasado em relação a linha da bola. Assim, será uma opção para a virada de jogo.
Pela liberdade ofertada aos laterais, o meio campo em determinadas situações pode ter cinco, seis ou até sete jogadores envolvidos nas articulações das jogadas: Diogo, os dois laterais, os três jogadores de meio e mais Rodriguinho que se movimentou bastante e que no segundo tempo deu lugar para Alan, aumentando o poder de fogo do tricolor. Com bastante gente para organizar, Fred pode ficar onde sabe usar toda sua qualidade, perto do gol.
Em conseqüência disso é que podemos ver um time mais organizado, as jogadas acontecendo com mais naturalidade, chegando com mais gente dentro da área. Estando com mais gente dentro do campo do adversário vemos o time pressionar a saída da bola, impedindo o adversário de jogar, forçando muitas vezes o rival a usar o expediente da bola longa, tornando mais fácil a retomada.
Desejamos ver o time continuar nesta ascendente escalada rumo às primeiras colocações. Mas é importante entendermos que um time em formação pode ter oscilações nestes primeiros momentos, tanto dentro dos jogos, como de um jogo para o outro. E que isso não significa ser uma equipe inconstante, e sim em formação.
Grande jogo, importante vitória.Um abraço!
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Fluminense VS Flamengo
Não poderia existir momento e adversário melhor para vencer. Quebrando um tabu de mais de dois anos e demonstrando um futebol consistente durante todo jogo, o Fluminense venceu o clássico que evidenciou o caminho oposto das duas equipes dentro do Campeonato Brasileiro. O Fluminense em busca dos acertos para vôos maiores na competição e o Flamengo em vias de se desmanchar, perdendo seus principais jogadores para outros times e em visível declínio técnico.
As equipes treinadas por Muricy sempre primaram pela organização, pelo jogo coletivo bem executado, mas sem deixar de lado a criatividade e individualidade dos jogadores mais habilidosos. Me parece que o time caminha para essa notável característica, sendo intenso, organizado e inteligente na hora de jogar, com e sem a bola.
Organizado para jogar e inteligente quando da perda da bola, o time esteve sempre pronto para iniciar o processo exercendo uma marcação mais adiantada, iniciando a pressão tão logo a bola tenha sido perdida. Procedimento que invariavelmente teve seu inicio ainda dentro do campo de ataque, como aconteceu no primeiro gol anotado por Rodriguinho, depois da bela jogada individual de Conca. Jogada em que o time tinha pelo menos sete jogadores dentro do campo do Flamengo.
Dá para perceber organização pelos detalhes. Geralmente, quando um atacante sai da área para fazer o que Fred fez, tabelando com Mariano e o colocando em condição de cruzamento, dentro da área fica apenas o outro atacante, isolado, perdido entre os zagueiros. Na jogada do segundo gol, Fred saiu da área e Marquinhos ocupou este lugar. Fazendo as vezes de atacante, este escorou para que Conca fizesse aquele belo gol.
Com o time encaixado em campo coletivamente, a chance do destaque individual aparecer se torna muito maior. Dentre todos os pontos positivos deste clássico, destaco a atuação de Conca, jogador importantíssimo para o time por ser a referencia técnica, mas também por demonstrar um espírito e comprometimento pelo jogo coletivo, difícil de ver em jogadores com tanta qualidade técnica.
Abraços
Visitem meu site www.roger6.com.br
As equipes treinadas por Muricy sempre primaram pela organização, pelo jogo coletivo bem executado, mas sem deixar de lado a criatividade e individualidade dos jogadores mais habilidosos. Me parece que o time caminha para essa notável característica, sendo intenso, organizado e inteligente na hora de jogar, com e sem a bola.
Organizado para jogar e inteligente quando da perda da bola, o time esteve sempre pronto para iniciar o processo exercendo uma marcação mais adiantada, iniciando a pressão tão logo a bola tenha sido perdida. Procedimento que invariavelmente teve seu inicio ainda dentro do campo de ataque, como aconteceu no primeiro gol anotado por Rodriguinho, depois da bela jogada individual de Conca. Jogada em que o time tinha pelo menos sete jogadores dentro do campo do Flamengo.
Dá para perceber organização pelos detalhes. Geralmente, quando um atacante sai da área para fazer o que Fred fez, tabelando com Mariano e o colocando em condição de cruzamento, dentro da área fica apenas o outro atacante, isolado, perdido entre os zagueiros. Na jogada do segundo gol, Fred saiu da área e Marquinhos ocupou este lugar. Fazendo as vezes de atacante, este escorou para que Conca fizesse aquele belo gol.
Com o time encaixado em campo coletivamente, a chance do destaque individual aparecer se torna muito maior. Dentre todos os pontos positivos deste clássico, destaco a atuação de Conca, jogador importantíssimo para o time por ser a referencia técnica, mas também por demonstrar um espírito e comprometimento pelo jogo coletivo, difícil de ver em jogadores com tanta qualidade técnica.
Abraços
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Corinthians VS Fluminense
O Fluminense fez um jogo dinâmico, demonstrou uma postura e intensidade que identificam uma atitude diferente dentro de campo. Mesmo com o controle técnico o time saiu de campo derrotado deste confronto contra o Corinthians.
No gol do time paulista, Rafael imaginando que Roberto Carlos fosse bater a falta, armou a barreira com apenas três jogadores a partir da linha da trave, posicionando-se mais para lado direito do gol para poder enxergar a bola, abrindo o canto oposto, e com isso permitiu que Chicão se antecipasse a Roberto e fizesse o gol em uma bela cobrança de falta.
O time voltou para o segundo tempo com o controle técnico da partida em suas mãos, empurrando o adversário para dentro do seu campo, onde jogou durante todos os seguintes quarenta e cinco minutos.
Perdendo desde o primeiro tempo, jogando bem, mas não conseguindo converter a superioridade em gols, Muricy mexeu no time tarde. Retirou Carlinhos e colocou Alan no ataque, ao lado de Fred, recuando Rodriguinho para o meio campo para ajudar Conca na articulação das jogadas.
Em um segundo momento, Muricy retirou Diguinho e no seu lugar colocou André Lima. Estando agora com três atacantes com características parecidas, o time deixou de jogar com a bola no chão e passou a usar preferencialmente o expediente da bola aérea.
Talvez fosse mais conveniente neste momento a retirada de Diogo ao invés de Diguinho , passando este para primeiro volante e colocando mais um jogador de meio. Vindo de trás da linha da bola, este jogador ofereceria aos finalizadores que estavam dentro da área a possibilidade de serem municiados.
Pois bem, isso são apenas conjecturas, avaliações de pós jogo. O que realmente ficou deste confronto é que o Fluminense poderia ter sorte melhor. Um empate estaria em maior conformidade com o que o time apresentou durante o jogo, mas como futebol é bola na rede, venceu o time que foi mais eficiente.
Para o torcedor ficou o lamento e a preocupação de mais uma derrota do tricolor no campeonato Brasileiro, mas também a impressão de no momento que o time encaixar vai dar muito trabalho aos adversários.
No gol do time paulista, Rafael imaginando que Roberto Carlos fosse bater a falta, armou a barreira com apenas três jogadores a partir da linha da trave, posicionando-se mais para lado direito do gol para poder enxergar a bola, abrindo o canto oposto, e com isso permitiu que Chicão se antecipasse a Roberto e fizesse o gol em uma bela cobrança de falta.
O time voltou para o segundo tempo com o controle técnico da partida em suas mãos, empurrando o adversário para dentro do seu campo, onde jogou durante todos os seguintes quarenta e cinco minutos.
Perdendo desde o primeiro tempo, jogando bem, mas não conseguindo converter a superioridade em gols, Muricy mexeu no time tarde. Retirou Carlinhos e colocou Alan no ataque, ao lado de Fred, recuando Rodriguinho para o meio campo para ajudar Conca na articulação das jogadas.
Em um segundo momento, Muricy retirou Diguinho e no seu lugar colocou André Lima. Estando agora com três atacantes com características parecidas, o time deixou de jogar com a bola no chão e passou a usar preferencialmente o expediente da bola aérea.
Talvez fosse mais conveniente neste momento a retirada de Diogo ao invés de Diguinho , passando este para primeiro volante e colocando mais um jogador de meio. Vindo de trás da linha da bola, este jogador ofereceria aos finalizadores que estavam dentro da área a possibilidade de serem municiados.
Pois bem, isso são apenas conjecturas, avaliações de pós jogo. O que realmente ficou deste confronto é que o Fluminense poderia ter sorte melhor. Um empate estaria em maior conformidade com o que o time apresentou durante o jogo, mas como futebol é bola na rede, venceu o time que foi mais eficiente.
Para o torcedor ficou o lamento e a preocupação de mais uma derrota do tricolor no campeonato Brasileiro, mas também a impressão de no momento que o time encaixar vai dar muito trabalho aos adversários.
domingo, 16 de maio de 2010
O começo da era Muricy
Poucos torcedores foram ver a primeira vitoria da era Muricy no Fluminense. Vitoria magra, pelo placar mínimo, mas que representa o início de uma transformação da equipe.
Ainda carente de alternativas e sem poder escalar o seu time ideal, o Tricolor jogou apenas o suficiente para vencer um adversário que, divido entre o Brasileiro e a Copa do Brasil, trouxe para esse confronto um time misto, muito bem organizado por Geninho, porém pouco inspirado na partida.
Percebi neste jogo alguns indícios que me deixaram otimista. A escalação de um volante ao invés de um terceiro zagueiro para a formação do sistema defensivo gera ao mesmo tempo o equilíbrio desejado para setor e cria uma alternativa na saída de bola.
Com um jogador a mais quando inicia e organiza suas jogadas ofensivas pela faixa central do campo, o time consegue dominar o setor. Diogo que atuou bem nesta partida e que com outros treinadores já jogou nesta função, pode ser uma alternativa para Muricy.
Observei também a equipe atuar um pouco mais adiantada, encurtando o campo para o adversário não jogar. Com isso, permitiu que em algumas oportunidades pudesse pressionar e roubar a bola dentro do campo ofensivo, ficando muito perto do gol para iniciar um contra ataque.
Quando o Fluminense contratou Muricy, escrevi aqui neste espaço que para ter um time competitivo e que se tornasse difícil de ser batido, faltavam apenas detalhes. Vejo que Muricy percebeu onde estão os problemas a serem resolvidos e não tenho duvidas que em breve o Fluminense terá o time que o torcedor deseja. Com qualidade, competitivo e confiável em campo.
Ainda carente de alternativas e sem poder escalar o seu time ideal, o Tricolor jogou apenas o suficiente para vencer um adversário que, divido entre o Brasileiro e a Copa do Brasil, trouxe para esse confronto um time misto, muito bem organizado por Geninho, porém pouco inspirado na partida.
Percebi neste jogo alguns indícios que me deixaram otimista. A escalação de um volante ao invés de um terceiro zagueiro para a formação do sistema defensivo gera ao mesmo tempo o equilíbrio desejado para setor e cria uma alternativa na saída de bola.
Com um jogador a mais quando inicia e organiza suas jogadas ofensivas pela faixa central do campo, o time consegue dominar o setor. Diogo que atuou bem nesta partida e que com outros treinadores já jogou nesta função, pode ser uma alternativa para Muricy.
Observei também a equipe atuar um pouco mais adiantada, encurtando o campo para o adversário não jogar. Com isso, permitiu que em algumas oportunidades pudesse pressionar e roubar a bola dentro do campo ofensivo, ficando muito perto do gol para iniciar um contra ataque.
Quando o Fluminense contratou Muricy, escrevi aqui neste espaço que para ter um time competitivo e que se tornasse difícil de ser batido, faltavam apenas detalhes. Vejo que Muricy percebeu onde estão os problemas a serem resolvidos e não tenho duvidas que em breve o Fluminense terá o time que o torcedor deseja. Com qualidade, competitivo e confiável em campo.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Seleção do Brasil
Quando convidado para assumir o cargo de técnico da Seleção Brasileira em 2006, Dunga tinha uma missão muito complicada. Ele havia sido chamado para renovar o grupo. Difícil e complicada não pelo fato haver poucos jogadores para se formar uma nova seleção. Complexo, porque teria que resgatar, reconstruir uma identificação com os brasileiros para com jogadores que, em sua maioria, não atuavam pelos clubes daqui. Atletas que estavam chegando para assumir o lugar de uma geração que teve o ciclo encerrado na fracassada campanha da Copa de 2006.
Sob olhares desconfiados de todos, Dunga fez suas primeiras convocações com nomes que não nos entusiasmavam, sobretudo porque não reconhecíamos neles o futebol jogado no país. Tínhamos pouca proximidade com aqueles atletas que atuavam lá fora, não nos emocionando fazendo gols e dando títulos pelos times que torcíamos. Distância que era quebrada apenas pelos pequenos períodos durante as Eliminatórias, onde reuniam-se para jogar e posteriormente rumavam para seus clubes sem ao menos sentirem o peso de suas atuações nos semblantes e manifestações dos torcedores no dia a dia.
Dunga venceu esta etapa, renovou a Seleção e reaproximou os atletas dos torcedores, fazendo ressurgir no povo o desejo de ver o Brasil jogar, transformando um time de bons jogaddores em uma equipe experiente e vitoriosa. Fomentou nestes atletas o orgulho de vestir a camisa amarela. Reconquistou o prestígio e o respeito do futebol brasileiro com títulos. Neste momento, Dunga apresentava ao mundo uma nova e promissora geração de jogadores.
Depois de mais de 80 nomes convocados durante este processo, ficaram 23 que representarão o Brasil no Mundial da África. Outros de nossa preferência poderiam estar no lugar de um destes chamados por ele. Talvez nos nossos pensamentos mais íntimos gostaríamos que pelo menos um jogador do nosso time do coração fosse convocado. Para justificar ainda mais a nossa torcida.
Sob olhares desconfiados de todos, Dunga fez suas primeiras convocações com nomes que não nos entusiasmavam, sobretudo porque não reconhecíamos neles o futebol jogado no país. Tínhamos pouca proximidade com aqueles atletas que atuavam lá fora, não nos emocionando fazendo gols e dando títulos pelos times que torcíamos. Distância que era quebrada apenas pelos pequenos períodos durante as Eliminatórias, onde reuniam-se para jogar e posteriormente rumavam para seus clubes sem ao menos sentirem o peso de suas atuações nos semblantes e manifestações dos torcedores no dia a dia.
Dunga venceu esta etapa, renovou a Seleção e reaproximou os atletas dos torcedores, fazendo ressurgir no povo o desejo de ver o Brasil jogar, transformando um time de bons jogaddores em uma equipe experiente e vitoriosa. Fomentou nestes atletas o orgulho de vestir a camisa amarela. Reconquistou o prestígio e o respeito do futebol brasileiro com títulos. Neste momento, Dunga apresentava ao mundo uma nova e promissora geração de jogadores.
Depois de mais de 80 nomes convocados durante este processo, ficaram 23 que representarão o Brasil no Mundial da África. Outros de nossa preferência poderiam estar no lugar de um destes chamados por ele. Talvez nos nossos pensamentos mais íntimos gostaríamos que pelo menos um jogador do nosso time do coração fosse convocado. Para justificar ainda mais a nossa torcida.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Estratégia certa, execução nem tanto
Ouvindo as entrevistas depois do jogo, percebi nas palavras de alguns jogadores e na coletiva concedida por Muricy, que a estratégia acertada por ele para ir a campo, levava em conta o cuidado que o time deveria ter com o posicionamento defensivo e a velocidade dos atacantes do Ceará.
Mesmo jogando dentro de casa, o Ceará esperou com a marcação dentro do seu campo, dando ao Fluminense a iniciativa do jogo. Com pouco espaço para jogar e sendo obrigado a fazer seus volantes trabalharem de costas, o Tricolor foi induzido a cometer um erro fatal na partida: sair jogando por dentro.
E foi na jogada que se repetiu mais de uma vez durante o jogo que o Ceará saiu na frente ainda no primeiro tempo. Em uma roubada de bola no meio de campo, o time encaixou um contra ataque, que só foi parado dentro da área e depois da penalidade anotada.
Depois do gol as estratégias se inverteram. O Ceará, com a vantagem, passou a jogar mais e ofereceu ao Fluminense a possibilidade de tentar o contra ataque. Mesmo com um jogador a menos, o Tricolor passou a criar um pouco mais. Porém, conseguia evoluir somente até as imediações da área, onde, depois disso, lhe fazia falta o jogador a menos que tinha em campo.
A falta de compreensão e a execução equivocada da estratégia que propôs Muricy foram determinantes para o insucesso do fluminense nesta primeira partida pelo Brasileiro.
É apenas o começo do Campeonato, mas para quem deseja brigar pelo título é preciso evoluir.
Mesmo jogando dentro de casa, o Ceará esperou com a marcação dentro do seu campo, dando ao Fluminense a iniciativa do jogo. Com pouco espaço para jogar e sendo obrigado a fazer seus volantes trabalharem de costas, o Tricolor foi induzido a cometer um erro fatal na partida: sair jogando por dentro.
E foi na jogada que se repetiu mais de uma vez durante o jogo que o Ceará saiu na frente ainda no primeiro tempo. Em uma roubada de bola no meio de campo, o time encaixou um contra ataque, que só foi parado dentro da área e depois da penalidade anotada.
Depois do gol as estratégias se inverteram. O Ceará, com a vantagem, passou a jogar mais e ofereceu ao Fluminense a possibilidade de tentar o contra ataque. Mesmo com um jogador a menos, o Tricolor passou a criar um pouco mais. Porém, conseguia evoluir somente até as imediações da área, onde, depois disso, lhe fazia falta o jogador a menos que tinha em campo.
A falta de compreensão e a execução equivocada da estratégia que propôs Muricy foram determinantes para o insucesso do fluminense nesta primeira partida pelo Brasileiro.
É apenas o começo do Campeonato, mas para quem deseja brigar pelo título é preciso evoluir.
sábado, 8 de maio de 2010
Começa dentro e fora de campo
Domingo começa o Brasileirão e o Fluminense estreia contra o Ceará correndo contra o tempo para reforçar o seu elenco. Com pouco tempo de treino e observações, Muricy já promoveu alterações na equipe e deixou claro que, para brigar pelo título, é preciso muito mais do que apenas onze titulares e alguns suplentes à altura no banco.É preciso ter um grupo grande e com qualificado.
No mercado interno esta difícil. Negociar em busca de reforços com qualidade e a preços justos é um desafio. Temos grandes jovens promessas, mas estes ou já estão de malas prontas para o exterior ou estão vinculados a investidores e custam caro.
Ainda podemos ter aqueles jogadores que, retornando para o Brasil depois de uma passagem frustrada no mercado europeu ,desejam retomar a carreira, e ainda, os veteranos que regressando depois de uma vida lá fora querem jogar no país. Os dois grupos com salários altos, que bem podem ser um grande reforço ou se transformar em uma tremenda dor de cabeça para quem contratar.
Ter qualidade e peças de reposição é fundamental para enfrentar um campeonato longo e desgastante. Porém, com pouca oferta e muita demanda no mercado é preciso ter critério e muito cuidado na hora de ir as compras. Com a concorrência e pressa de se reforçar, sem saber exatamente em que momento técnico e com que reais objetivos e motivações estes jogadores estão retornando, o clube corre o risco de contratar caro e errado.
No mercado interno esta difícil. Negociar em busca de reforços com qualidade e a preços justos é um desafio. Temos grandes jovens promessas, mas estes ou já estão de malas prontas para o exterior ou estão vinculados a investidores e custam caro.
Ainda podemos ter aqueles jogadores que, retornando para o Brasil depois de uma passagem frustrada no mercado europeu ,desejam retomar a carreira, e ainda, os veteranos que regressando depois de uma vida lá fora querem jogar no país. Os dois grupos com salários altos, que bem podem ser um grande reforço ou se transformar em uma tremenda dor de cabeça para quem contratar.
Ter qualidade e peças de reposição é fundamental para enfrentar um campeonato longo e desgastante. Porém, com pouca oferta e muita demanda no mercado é preciso ter critério e muito cuidado na hora de ir as compras. Com a concorrência e pressa de se reforçar, sem saber exatamente em que momento técnico e com que reais objetivos e motivações estes jogadores estão retornando, o clube corre o risco de contratar caro e errado.
sábado, 1 de maio de 2010
Decisão no primeiro tempo
O Grêmio soube usar o fator campo a seu favor. Sentindo as ausências de Conca e Fred e prejudicado pelo estado do gramado, o Fluminense fez um jogo abaixo do que todos nós esperávamos em se tratando de uma decisão.
A partida foi resolvida ainda no primeiro tempo. Depois de sair na frente e dar indícios de que poderia construir uma vantagem importante, o time não resistiu ao melhor futebol apresentado pelo adversário e sucumbiu.
Acompanhado de falhas no posicionamento defensivo, da ineficiência em conseguir usar a superioridade numérica em campo e, no segundo tempo, da ansiedade de empatar o jogo de qualquer jeito, o time colocou em risco a classificação, dificultando as coisas para o jogo em Porto Alegre.
Nos dois gols sofridos no primeiro tempo, os defensores permitiram que os atacantes jogassem sem marcação. Na primeira delas, Jonas recebeu nas costas dos volantes, estando o trio de zagueiros a marcar apenas o Borges dentro da área.
No segundo lance, embora estivesse próximo, Gum permitiu que Borges virasse para dentro do campo e oferecesse para Jonas nas costas de Digão. Este, já dentro da área, só teve o trabalho de tirar a bola de Rafael e fazer o gol.
A decisão ainda está em aberto e o Fluminense tem chances de reverter a vantagem construída pelo Grêmio. Porém, terá que fazer mais e melhor do que no jogo de ida.
Um abraço
Visitem meu site: www.roger6.com.br
A partida foi resolvida ainda no primeiro tempo. Depois de sair na frente e dar indícios de que poderia construir uma vantagem importante, o time não resistiu ao melhor futebol apresentado pelo adversário e sucumbiu.
Acompanhado de falhas no posicionamento defensivo, da ineficiência em conseguir usar a superioridade numérica em campo e, no segundo tempo, da ansiedade de empatar o jogo de qualquer jeito, o time colocou em risco a classificação, dificultando as coisas para o jogo em Porto Alegre.
Nos dois gols sofridos no primeiro tempo, os defensores permitiram que os atacantes jogassem sem marcação. Na primeira delas, Jonas recebeu nas costas dos volantes, estando o trio de zagueiros a marcar apenas o Borges dentro da área.
No segundo lance, embora estivesse próximo, Gum permitiu que Borges virasse para dentro do campo e oferecesse para Jonas nas costas de Digão. Este, já dentro da área, só teve o trabalho de tirar a bola de Rafael e fazer o gol.
A decisão ainda está em aberto e o Fluminense tem chances de reverter a vantagem construída pelo Grêmio. Porém, terá que fazer mais e melhor do que no jogo de ida.
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