segunda-feira, 27 de setembro de 2010

De volta à liderança

Em alguns jogos, Muricy escalou o Fluminense com apenas um jogador no ataque ou até mesmo adiantando Conca para função, deixando Rodriguinho no banco como alternativa. Rodriguinho não vinha bem. Quando entrava não correspondia, justificando a falta de confiança do comandante.

Sem ter Emerson à disposição, Rodriguinho recebeu mais uma oportunidade e desta vez vem justificando a escalação, fazendo gols e participando ativamente das principais jogadas do Fluminense. Assim, o atacante readquiriu a confiança necessária para jogar e tem ajudado bastante.

Vantagem construída e bem administrada pelo time jogando no Barradão, devolve a confiança ao time, depois dos últimos maus resultados que, alem de tirá-lo da liderança, ainda jogaram uma nuvem de desconfiança sobre o trabalho desenvolvido. O Flu voltou a vencer e convencer.

Com a vitória na Bahia e a derrota do Corinthians, o Tricolor está um ponto a frente na dianteira da competição. Os próximos dois jogos de ambas equipes podem significar muito. O Fluminense pega o Avaí em casa e depois sai para jogar contra o Grêmio prudente. A equipe de Muricy Ramalho tem de tirar proveito do mau momento dos dois adversários na competição.

O Corinthians com um jogo a menos, enfrenta o Botafogo no Rio e depois pega o Ceara em casa. O fato de a equipe paulista ter um jogo a mais é entendido por muitos como uma vantagem efetiva, mas não é. Ter um jogo a menos é apenas uma possibilidade que pode ou não ser transformado em três pontos a mais na tabela.

domingo, 19 de setembro de 2010

Grande clássico

Temos o costume de enumerar os erros defensivos para determinar responsabilidade pelo insucesso coletivo. Entretanto, os erros fazem parte do espetáculo. Se ninguém falhasse não teria gol. Pouco visíveis ou escancarados, individuais ou coletivos, estão presentes em todos os momentos dentro da partida.

Flamengo e Fluminense fizeram um jogo movimentado e de muitos gols. Teve gol de escanteio, de falta, com drible desconcertante. Muitos lances bonitos proporcionados pelos dois times.

O time do Fluminense que acabou o jogo poderia ter tranquilamente começado a partida, com dois zagueiros e Marquinho pelo lado esquerdo dividindo a responsabilidade de levar o time à frente com o argentino Conca. Assim, o Fluminense passou a ter um volume de jogo maior, obrigando o Flamengo a recuar e defender-se para não sofrer a virada.

Com o empate ,o Tricolor segue na caça do Corinthians para retomar o primeiro lugar que era seu ate bem pouco tempo. O retorno dos jogadores importantes que estão fora por suspensão ou recuperando-se de alguma problema físico vai oferecer para Muricy grande reforço para esta reta final do campeonato Brasileiro, reservando para as rodadas finais desta competição muita emoção.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A torcida faz a sua parte

Num campeonato tão difícil e disputado como o Brasileiro, perder para o primeiro ou para o último colocado na tabela não deve ser visto como tragédia. Claro que é esperado sempre que o time que lidera deve ser mais impetuoso, frio e capaz de decidir os jogos com tranqüilidade, diferente daqueles que ficam no G4 do mal. No entanto, existe o fator motivação em buscar quebrar a sequência do líder. E neste jogo entre Fluminense e Atlético Goianiense ainda havia o fator casa para o menos favorecido.

O jogo dava a impressão de trilhar o caminho da vitória do Fluminense, que abria o placar e ainda colocava uma bola na trave com Washington, numa bela cobrança de falta. Mas faltavam ainda muitos minutos.

Por estatística é normal que as equipes se concentrem mais nos inícios de cada tempo. Ali, dificilmente tomam um gol. Diferente do final, quando já extenuados pela briga do jogo em si, acabam afrouxando e perdendo a concentração. Desculpa? Acho que não há. Tomar gol é igual sempre e é claro que precisa se entender o que há no caso do Fluminense. Muitos falaram de idade, mas acho isto uma besteira enorme. Não há relação com quem tem mais idade com descréscimo de performance física. Magno Alves e Geraldo mostraram ontem (domingo) na vitória do Ceará contra os "meninos" da Vila. O Atlético empatou, o Fluminense teve chance de vencer, mas coube ao time da casa, num lance de posicionamento equivocado, somado a sorte do atacante da casa em errar o chute e matar a defesa, fazer o resultado.

Seria um prenúncio de uma tragédia se não tivessemos ainda muito campeonato. O que não se pode é pensar que quarta-feira é decisão e que se perder ou ganhar vai ser o fim ou o início do mundo. E quem dá maiores provas disto é o torcedor.

A chegada do time no Rio de Janeiro é um dos exemplos do quão inteligente é a galera de saber que o momento é de união e certeza que o lider é o Fluminense, que jogará em casa, terá um grande time pela frente mas precisa de tranqüilidade para vencê-lo já que o mesmo, longe disto, não é imbatível, visto que o Grêmio acabou provando esta teoria na prática em São Paulo, na mesma hora do jogo de Goiás. O torcedor mostra aos jogadores o caminho. Motivação, união e certeza que ainda muita coisa vai rolar. Todos ao Engenhão na quarta-feira!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Derrota em Campinas

Futebol é um jogo de conquista de território e mesmo que os gols do Guarani tenham acontecido de bola parada, acusam uma dificuldade. O adversário chegar até aquele espaço com perigo, necessitando assim a intervenção faltosa dos zagueiros, mostra que o time cedeu espaços.

Dominar o adversário durante o jogo não se trata de dominar o adversário o jogo inteiro Defender-se bem é suportar as pressões sem sofrer gols, pois o domínio durante a partida muda de mãos, ou melhor, de pés a todo o momento dentro dos noventa minutos.

Descontadas as ausências por lesões e suspensões, o Fluminense sofreu pelo mesmo motivo que o tornou forte. Com Conca e Deco na articulação do meio campo, o time fica muito criativo, porém quando o adversário atua com jogadores que além de marcar consegue jogar, impõe um obstáculo. Mesmo que tenham muito boa vontade para ajudar defensivamente, os dois não tem muita força para essa função.

O time tricolor criou uma identidade forte de marcar atacando o adversário, mesmo jogando fora de casa, tomando a iniciativa do jogo e ditando o ritmo da partida. Deve continuar assim, pois quando recua demais, aumenta o campo para contra atacar, deixando muito longe da meta adversária seus principais jogadores de articulação do meio campo.

Um abraço!

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Empate nos detalhes

Felipão imaginando que Muricy fosse soltar seu time no primeiro tempo de jogo para conseguir uma vantagem e obrigá-lo a ter de se abrir, optou por entrar com um time conservador e moldado para o contra ataque, jogando com Valdivia ao lado de Kléber e Fabrício como ora terceiro zagueiro, ora lateral.

Entendendo o recado, Muricy fez com que seu time jogasse em cima do Palmeiras durante a etapa inicial inteira e na sua principal característica, a velocidade na troca de passes e infiltração, saiu na frente antes dos vinte minutos de jogo.

Em desvantagem, sabendo que deveria mudar, mas com cautela, Felipão resolveu soltar o seu time em doses homeopáticas. As modificações que iniciaram na volta do intervalo com Tinga no lugar de Pierre, passando pela saída de Fabrício e acabando com a entrada e Ewerton no ataque, tiveram o intuito de soltar o time e tentar tomar o controle da partida. Controle este que durante o primeiro tempo e o início do segundo era da equipe tricolor.

Pelo lado do Fluminense, Muricy que já havia usado uma substituição para recompor o sistema defensivo pela saída de Diogo machucado, viu aos poucos o Palmeiras ganhar terreno e começar a ameaçar com mais gente dentro do seu campo. Mesmo assim, decidiu permanecer com a formação, imaginando que o time conseguisse retomar o controle da partida.

Faltando poucos minutos para acabar, Muricy retirou Emerson e promoveu a entrada de André Luis para tentar barrar ímpeto paulista nas bolas aéreas, mas um detalhe tático alterou o placar do jogo. Com a entrada de André, Belleti que fizera boa partida como zagueiro, foi posicionado à frente da área. Com esta mudança, Muricy alterou o mecanismo defensivo que havia sido criado durante o jogo.

Caprichosamente, a jogada de gol se desenrolou pelo setor do recém promovido zagueiro tricolor. Deixando a mensagem que neste nível técnico que se encontram Muricy e Felipão qualquer descuido pode ser decisivo.

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