segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mudou e melhorou
As dificuldades que o Fluminense enfrentou na etapa inicial não devem ser explicadas apenas pela falta de um jogador a mais no setor de ataque e sim pelo posicionamento e deslocamento que deveriam ocorrer por esta ausência.
O gol de Deco logo nos primeiros minutos denunciava que Muricy acertara a estratégia para este jogo, pois a necessidade em ocupar o espaço deixado pela ausência de outro atacante estava sendo bem preenchida. Porém, é difícil estar em dois lugares ao mesmo tempo e com a obrigação em participar do setor de armação ao lado de Conca e também com responsabilidades defensivas, eles tiveram dificuldades.
À frente dos defensores, Belleti e Bob, que deveriam ser os responsáveis pela condução da bola, jogando dentro do campo adversário, estiveram a maior parte do tempo atrás da linha dela. Com três defensores, dois volantes, mais os dois alas, que atuavam muito abertos, jogando diferente de outros jogos em que participavam pelo meio campo, o time não teve gente suficiente para chegar na frente.
No momento de defender, estando com um jogador apenas entre os zagueiros, o São Paulo pôde adiantar mais um jogador para dentro do campo do Fluminense, empurrando o Tricolor para perto do seu gol.
A entrada de Rodriguinho no lugar de Belleti e a mudança no posicionamento de Julio Cesar e Mariano alteraram o panorama da partida. Havendo mais um jogador na frente da linha da bola e mais perto do gol para jogar, mudou até mesmo o posicionamento de Diogo, que passou a aparecer mais no jogo para ajudar o time.
Produzindo mais e jogando melhor o tricolor empatou e poderia ter virado o jogo no pênalti defendido por Rogério Ceni. Empatar com o São Paulo não pode ser considerado um mau resultado, mas se houvesse um vencedor, este seria o Fluminense.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vitória com a marca de Deco
A diferença do time confiante e líder para o outro que esta em má fase e na zona de rebaixamento, além da qualidade, é a naturalidade .Enquanto Goias fazia muita força pra jogar, parecendo ter que movimentar uma usina para acender um palito de fósforo, o Tricolor chegava ao gol com simplicidade e organização.
Atuando novamente com Diogo na função de terceiro zagueiro e desde o início com Deco, dividindo a articulação no meio campo com Conca, o Fluminense teve o controle técnico da partida. Com jogadas rápidas, invariavelmente iniciadas por um dos dois articuladores ou por Mariano, chegou ao décimo terceiro jogo invicto, abrindo cinco pontos do segundo colocado do Brasileirão.
Já comentei minha preferência por, ao invés de escalar três zagueiros de ofício, ter entrada de Diogo para fazer esta função, pois ganha-se mais um jogador de meio campo com desenvoltura pra iniciar as jogadas quando o time tem a bola. Não havendo a necessidade dos meias recuarem para buscar o jogo, pois tem alguém que leva a bola com qualidade ate onde estão, a equipe fica com mais gente dentro do campo de ataque pra jogar.
Embora Fernando Bob seja muito bom jogador, ele é segundo homem de meio campo, e neste contexto em que Diogo jogou, ele deveria ser o primeiro jogador de contenção do setor. Nesta partida, por ter mais qualidade para jogar do que para marcar, deixou o meio com pouca cobertura. Assim que Diguinho se recuperar, gostaria de vê-lo nesta função. Com maior capacidade de marcação e posicionamento e tão bom na saída de bola quanto Bob, o time ganha muito no setor mais importante de um time, o meio campo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Clássico das emoções
O jogo começou como todo o clássico. Tenso, com os times se estudando, analisando suas táticas e esperando para ver quem tomaria a iniciativa. E foi o Fluminense que lançou mão da sua condição de líder para dar as boas vindas ao adversário. Em jogada de bola parada, numa das apostas fortes deste time montado por Muricy, que o Tricolor saiu na frente.
Sair na frente logo no início trouxe um prejuízo para o time. Muito à vontade em campo, o Fluminense se descuidou em determinados momentos do jogo. Com seus setores muito longes um do outro, principalmente o meio campo defensivo em relação a Carlos Alberto, fez o Vasco crescer no jogo. Com seu talento em duas jogadas individuais colocou seus companheiros em condição, já dentro da área, igualar e posteriormente virar o placar.
Pela qualidade da partida e pelas chances criadas, o resultado de empate era o mais justo. Em jogada na linha de fundo onde Felipe tentou driblar e perdeu a bola, o Fluminense igualou o placar. Desarmado por Emerson, que cruzou para marca do pênalti, Felipe viu Julio Cesar se aproveitar do descuido de Zé Roberto empurrar a bola para o fundo da rede, dando números finais ao jogão.
O ponto alto depois do empate foi a estreia de Deco com a camisa tricolor. Pouco fez nos pouco mais de 15 minutos que esteve em campo, mas apenas vê-lo tocar na bola se percebe que é um jogador diferenciado. Para este próximo embate, com Diguinho machucado, Muricy tem seu trabalho facilitado, podendo até mesmo escalar Deco desde o início da partida. Mas depois que todos estiverem em condição de atuar, vai da dor de cabeça com tanta opção para escalar. Bom para o Fluminense.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Líder de fato e de direito
Tem dado gosto de ir aos jogos, ver o time jogar, alternando de uma partida para outra suas atuações individuais, mostrando que não é uma equipe de uma jogada apenas. Atuando pelos lados, pelo centro do campo, trabalhando com lançamentos, com troca de passes e aproximações, o Tricolor mostra uma variabilidade no momento da criação de suas jogadas. Característica que tem deixado os adversários sem ter o que fazer para se defender.
Quando escutamos que o time adversário vai entrar com uma formação de suplentes, ficamos receosos que o Fluminense vai ficar desconcentrado por entender que poderá ter facilidade. O time de Muricy tem demonstrado maturidade importante para uma equipe em afirmação.
Com um grupo grande e qualificado havendo ainda a estréia de Deco no time tricolor, o que se espera do Fluminense nesse momento é que mantenha este ritmo de crescimento e consolide sua liderança a cada rodada.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Mais que líder
Mais do que a diferença de qualidade entre as duas equipes, o Fluminense se valeu do momento distinto que ambas vivem dentro do campeonato Brasileiro para validar mais uma vitória fora de casa e assumir a dianteira no Campeonato.
Dezesseis minutos de jogo e dois gols foi o que o Fluminense precisou no primeiro tempo para se colocar a frente no placar. Com atuações individuais destacáveis, mas sobretudo jogando um futebol coletivo sólido, o time venceu mais um jogo fora de casa com a marca das equipes de Muricy.
Quem se acostumou a ver o treinador conquistando títulos pelo São Paulo pode perceber semelhanças na formatação tática com o time das Laranjeiras. Com três zagueiros altos, um meio com bastante mobilidade, alas que participam com fluência por todos os setores do campo, um atacante de área e outro de movimentação, denotam similaridades entre as equipes.
Mesmo que o esquema com três zagueiros não seja o preferido dos treinadores, da forma tradicional como se joga no Brasil, Muricy percebeu que com esta formação poderia continuar vencendo. Certo que, não com tanto brilho, mas com mais consistência.
Qualquer esquema pode ser eficiente, depende mais do material humano à disposição e da capacidade do comandante, do que a preferência por determinado formação.
A cada jogo o Fluminenense ganha corpo e personalidade própria. Com a confiança nas convicções do seu treinador, percebendo capacidade e segurança nas suas escolhas, o jogador se sente tranquilo para atuar, tornando as coisas mais simples.
Grande jogo e grande vitória!
domingo, 1 de agosto de 2010
O Tricolor tem coração valente
O sucesso de um determinado esquema está em encontrar as peças certas para desempenhar uma função dentro do esquema escolhido, sem sacrificar as característica do jogador, retirando o maximo de cada atleta. Mesmo tendo começado o Brasileiro com uma formação diferente, vencendo e atuando bem, Muricy está convicto de que o time pode render melhor no esquema que o tornou multicampeão na sua carreira.
Com alguns ajustes no posicionamento de Julio Cesar e Mariano, que tiveram mais liberdade para atuar no setor de armação das jogadas, com a segurança oferecida por estar com cinco jogadores de marcação no meio campo e contando com uma grande atuação de Conca, o Fluminense acabou a primeira etapa com a vantagem no placar.
Mesmo em vantagem, mas percebendo que o time poderia ter mais qualidade na saída de bola, Muricy mudou a equipe e voltou diferente do vestiário. A diferença ficou evidente com a entrada de Fernando Bob no meio campo no lugar de Belletti, mudança esa que ajudou o time a continuar a construir e confirmar a vitória que o levou de volta a liderança.
Agora com cinco jogadores com liberdade para atacar e com a vinda com qualidade de trás da linha da bola de Fernando, o Flu conseguiu jogar com mais categoria, com isso, chegando mais lúcido ao gol atleticano.
Washington foi o grande nome do jogo, marcando dois gols em sua volta ao Tricolor carioca e Conca, o maestro em campo, combativo, com passes precisos e como grande condutor deste time de guerreiros.
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