terça-feira, 26 de outubro de 2010
Uma nova carta. Agora de amor e respeito
Quando sai do Fluminense em 2008 escrevi uma carta que não foi de despedida, mas de até breve. Esta possibilidade retornou agora, mas preciso explicar por que ainda não se concretizará.
Há algum tempo, depois de sair do Fluminense, mantive a amizade com muita gente da minha época e amigos que vieram depois. Mesmo em Porto Alegre, à distância, via e ainda vejo o carinho das pessoas por mim. Quando vou ao Rio, me emociono sempre. E esta relação não vai acabar, pode ter certeza.
Comecei a estudar e muito me abracei com a ideia de me tornar um treinador brasileiro de destaque. Costumo brincar com meus amigos que quero ser o primeiro treinador negro da Seleção. Neste meio tempo, no entanto, tenho recebido convites para trabalhar. E um deles foi de uma figura adorável, o candidato à presidência do Fluminense, Peter Siemsen. Jovem, empreendedor, capaz e, acima de tudo, cercado de pessoas competentes, como o amigo Mário Bittencourt.
Ambos me fizeram o convite sim, caso a eleição fosse ganha, para que coordenasse o futebol amador do clube a partir de 2011. Que honra, que alegria. Um presente de Natal. Me preparei, continuo estudando, só que preciso ser honesto com quem sempre foi comigo.
Não posso aceitar agora este trabalho. Apesar de ser uma lembrança que me envaidece, não posso deixar a minha terra neste instante. Preciso encaminhar minhas coisas particulares, organizar minha vida, minha família, meus estudos e, principalmente, minha cabeça. Estive com Peter e não podia ouvir outra coisa dele quanto a que ouvi: "Se eleito, conto com você em algum momento".
Que bom saber que tenho este carinho e confiança das pessoas. Eu precisava dar esta satisfação à torcida tricolor, que chegou a ler notícias de que estaria no Fluminense em 2011 caso Peter vencesse. Era verdade, mas ainda não será agora. Eu não sou muito de cartas, mas para estes que tanto me querem, como um namorado para uma namorada, fica aqui a minha carta, que mistura como cartas de namorados, amor e respeito. Em breve estaremos juntos.
Saudações tricolores!
Há algum tempo, depois de sair do Fluminense, mantive a amizade com muita gente da minha época e amigos que vieram depois. Mesmo em Porto Alegre, à distância, via e ainda vejo o carinho das pessoas por mim. Quando vou ao Rio, me emociono sempre. E esta relação não vai acabar, pode ter certeza.
Comecei a estudar e muito me abracei com a ideia de me tornar um treinador brasileiro de destaque. Costumo brincar com meus amigos que quero ser o primeiro treinador negro da Seleção. Neste meio tempo, no entanto, tenho recebido convites para trabalhar. E um deles foi de uma figura adorável, o candidato à presidência do Fluminense, Peter Siemsen. Jovem, empreendedor, capaz e, acima de tudo, cercado de pessoas competentes, como o amigo Mário Bittencourt.
Ambos me fizeram o convite sim, caso a eleição fosse ganha, para que coordenasse o futebol amador do clube a partir de 2011. Que honra, que alegria. Um presente de Natal. Me preparei, continuo estudando, só que preciso ser honesto com quem sempre foi comigo.
Não posso aceitar agora este trabalho. Apesar de ser uma lembrança que me envaidece, não posso deixar a minha terra neste instante. Preciso encaminhar minhas coisas particulares, organizar minha vida, minha família, meus estudos e, principalmente, minha cabeça. Estive com Peter e não podia ouvir outra coisa dele quanto a que ouvi: "Se eleito, conto com você em algum momento".
Que bom saber que tenho este carinho e confiança das pessoas. Eu precisava dar esta satisfação à torcida tricolor, que chegou a ler notícias de que estaria no Fluminense em 2011 caso Peter vencesse. Era verdade, mas ainda não será agora. Eu não sou muito de cartas, mas para estes que tanto me querem, como um namorado para uma namorada, fica aqui a minha carta, que mistura como cartas de namorados, amor e respeito. Em breve estaremos juntos.
Saudações tricolores!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Chance perdida
Perder em casa nunca é bom. Porém, essa derrota para o Santos, jogando no Engenhão, tem um peso menor do que os dois pontos deixados, por exemplo, fora de casa para o Grêmio Prudente.
Quando começa o Campeonato Brasileiro, os times fazem uma projeção dos pontos a conquistar baseando-se nos objetivos a alcançar na competição. Leva-se em conta o momento e o peso do adversário.
Exemplo disto foi a vitória sobre o Avaí em Florianópolis no primeiro turno, tirando uma invencibilidade de 25 jogos do time jogando em casa. O momento do adversário era muito bom e, por isso, foi considerado um grande resultado, diferente do atual momento da equipe catarinense.
Santos e Fluminense é clássico e neste caso jogar no Engenhão ou na Vila Belmiro tem pesos iguais. Tanto é verdade que o time santista apenas devolveu a derrota sofrida dentro de casa.
O Peixe não é adversário direto ao título, mas também não vai enfrentar nenhum dos times que brigam com o Tricolor. Por outro lado, o Grêmio Prudente encaraa na rodada 32 o Cruzeiro e na última rodada o internacional. Por isso, empatar com o Prudente, do ponto de vista dos números, foi pior para o Flu.
Mais do que o resultado, a forma e o placar da derrota é que devem ser analisados. Depois de um primeiro tempo ruim, Muricy mexeu no time para ajustar a equipe de acordo com as necessidades da partida. O Fluminense melhorou, mas em falhas de posicionamento o Santos abriu dois gols de vantagem.
Líder da competição, podendo com a vitória aumentar a diferença para o Corinthians, queria ter visto, pelo menos, depois do segundo gol do santos o time com um zagueiro a menos em campo e um jogador de meio a mais, para chegar mais rápido e com melhor qualidade ao ataque, pois o santos conseguia se recompor com mais velocidade do que o Fluminense levava a bola para o campo de ataque.
Quando começa o Campeonato Brasileiro, os times fazem uma projeção dos pontos a conquistar baseando-se nos objetivos a alcançar na competição. Leva-se em conta o momento e o peso do adversário.
Exemplo disto foi a vitória sobre o Avaí em Florianópolis no primeiro turno, tirando uma invencibilidade de 25 jogos do time jogando em casa. O momento do adversário era muito bom e, por isso, foi considerado um grande resultado, diferente do atual momento da equipe catarinense.
Santos e Fluminense é clássico e neste caso jogar no Engenhão ou na Vila Belmiro tem pesos iguais. Tanto é verdade que o time santista apenas devolveu a derrota sofrida dentro de casa.
O Peixe não é adversário direto ao título, mas também não vai enfrentar nenhum dos times que brigam com o Tricolor. Por outro lado, o Grêmio Prudente encaraa na rodada 32 o Cruzeiro e na última rodada o internacional. Por isso, empatar com o Prudente, do ponto de vista dos números, foi pior para o Flu.
Mais do que o resultado, a forma e o placar da derrota é que devem ser analisados. Depois de um primeiro tempo ruim, Muricy mexeu no time para ajustar a equipe de acordo com as necessidades da partida. O Fluminense melhorou, mas em falhas de posicionamento o Santos abriu dois gols de vantagem.
Líder da competição, podendo com a vitória aumentar a diferença para o Corinthians, queria ter visto, pelo menos, depois do segundo gol do santos o time com um zagueiro a menos em campo e um jogador de meio a mais, para chegar mais rápido e com melhor qualidade ao ataque, pois o santos conseguia se recompor com mais velocidade do que o Fluminense levava a bola para o campo de ataque.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
De volta à liderança
Em alguns jogos, Muricy escalou o Fluminense com apenas um jogador no ataque ou até mesmo adiantando Conca para função, deixando Rodriguinho no banco como alternativa. Rodriguinho não vinha bem. Quando entrava não correspondia, justificando a falta de confiança do comandante.
Sem ter Emerson à disposição, Rodriguinho recebeu mais uma oportunidade e desta vez vem justificando a escalação, fazendo gols e participando ativamente das principais jogadas do Fluminense. Assim, o atacante readquiriu a confiança necessária para jogar e tem ajudado bastante.
Vantagem construída e bem administrada pelo time jogando no Barradão, devolve a confiança ao time, depois dos últimos maus resultados que, alem de tirá-lo da liderança, ainda jogaram uma nuvem de desconfiança sobre o trabalho desenvolvido. O Flu voltou a vencer e convencer.
Com a vitória na Bahia e a derrota do Corinthians, o Tricolor está um ponto a frente na dianteira da competição. Os próximos dois jogos de ambas equipes podem significar muito. O Fluminense pega o Avaí em casa e depois sai para jogar contra o Grêmio prudente. A equipe de Muricy Ramalho tem de tirar proveito do mau momento dos dois adversários na competição.
O Corinthians com um jogo a menos, enfrenta o Botafogo no Rio e depois pega o Ceara em casa. O fato de a equipe paulista ter um jogo a mais é entendido por muitos como uma vantagem efetiva, mas não é. Ter um jogo a menos é apenas uma possibilidade que pode ou não ser transformado em três pontos a mais na tabela.
Sem ter Emerson à disposição, Rodriguinho recebeu mais uma oportunidade e desta vez vem justificando a escalação, fazendo gols e participando ativamente das principais jogadas do Fluminense. Assim, o atacante readquiriu a confiança necessária para jogar e tem ajudado bastante.
Vantagem construída e bem administrada pelo time jogando no Barradão, devolve a confiança ao time, depois dos últimos maus resultados que, alem de tirá-lo da liderança, ainda jogaram uma nuvem de desconfiança sobre o trabalho desenvolvido. O Flu voltou a vencer e convencer.
Com a vitória na Bahia e a derrota do Corinthians, o Tricolor está um ponto a frente na dianteira da competição. Os próximos dois jogos de ambas equipes podem significar muito. O Fluminense pega o Avaí em casa e depois sai para jogar contra o Grêmio prudente. A equipe de Muricy Ramalho tem de tirar proveito do mau momento dos dois adversários na competição.
O Corinthians com um jogo a menos, enfrenta o Botafogo no Rio e depois pega o Ceara em casa. O fato de a equipe paulista ter um jogo a mais é entendido por muitos como uma vantagem efetiva, mas não é. Ter um jogo a menos é apenas uma possibilidade que pode ou não ser transformado em três pontos a mais na tabela.
domingo, 19 de setembro de 2010
Grande clássico
Temos o costume de enumerar os erros defensivos para determinar responsabilidade pelo insucesso coletivo. Entretanto, os erros fazem parte do espetáculo. Se ninguém falhasse não teria gol. Pouco visíveis ou escancarados, individuais ou coletivos, estão presentes em todos os momentos dentro da partida.
Flamengo e Fluminense fizeram um jogo movimentado e de muitos gols. Teve gol de escanteio, de falta, com drible desconcertante. Muitos lances bonitos proporcionados pelos dois times.
O time do Fluminense que acabou o jogo poderia ter tranquilamente começado a partida, com dois zagueiros e Marquinho pelo lado esquerdo dividindo a responsabilidade de levar o time à frente com o argentino Conca. Assim, o Fluminense passou a ter um volume de jogo maior, obrigando o Flamengo a recuar e defender-se para não sofrer a virada.
Com o empate ,o Tricolor segue na caça do Corinthians para retomar o primeiro lugar que era seu ate bem pouco tempo. O retorno dos jogadores importantes que estão fora por suspensão ou recuperando-se de alguma problema físico vai oferecer para Muricy grande reforço para esta reta final do campeonato Brasileiro, reservando para as rodadas finais desta competição muita emoção.
Flamengo e Fluminense fizeram um jogo movimentado e de muitos gols. Teve gol de escanteio, de falta, com drible desconcertante. Muitos lances bonitos proporcionados pelos dois times.
O time do Fluminense que acabou o jogo poderia ter tranquilamente começado a partida, com dois zagueiros e Marquinho pelo lado esquerdo dividindo a responsabilidade de levar o time à frente com o argentino Conca. Assim, o Fluminense passou a ter um volume de jogo maior, obrigando o Flamengo a recuar e defender-se para não sofrer a virada.
Com o empate ,o Tricolor segue na caça do Corinthians para retomar o primeiro lugar que era seu ate bem pouco tempo. O retorno dos jogadores importantes que estão fora por suspensão ou recuperando-se de alguma problema físico vai oferecer para Muricy grande reforço para esta reta final do campeonato Brasileiro, reservando para as rodadas finais desta competição muita emoção.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A torcida faz a sua parte
Num campeonato tão difícil e disputado como o Brasileiro, perder para o primeiro ou para o último colocado na tabela não deve ser visto como tragédia. Claro que é esperado sempre que o time que lidera deve ser mais impetuoso, frio e capaz de decidir os jogos com tranqüilidade, diferente daqueles que ficam no G4 do mal. No entanto, existe o fator motivação em buscar quebrar a sequência do líder. E neste jogo entre Fluminense e Atlético Goianiense ainda havia o fator casa para o menos favorecido.
O jogo dava a impressão de trilhar o caminho da vitória do Fluminense, que abria o placar e ainda colocava uma bola na trave com Washington, numa bela cobrança de falta. Mas faltavam ainda muitos minutos.
Por estatística é normal que as equipes se concentrem mais nos inícios de cada tempo. Ali, dificilmente tomam um gol. Diferente do final, quando já extenuados pela briga do jogo em si, acabam afrouxando e perdendo a concentração. Desculpa? Acho que não há. Tomar gol é igual sempre e é claro que precisa se entender o que há no caso do Fluminense. Muitos falaram de idade, mas acho isto uma besteira enorme. Não há relação com quem tem mais idade com descréscimo de performance física. Magno Alves e Geraldo mostraram ontem (domingo) na vitória do Ceará contra os "meninos" da Vila. O Atlético empatou, o Fluminense teve chance de vencer, mas coube ao time da casa, num lance de posicionamento equivocado, somado a sorte do atacante da casa em errar o chute e matar a defesa, fazer o resultado.
Seria um prenúncio de uma tragédia se não tivessemos ainda muito campeonato. O que não se pode é pensar que quarta-feira é decisão e que se perder ou ganhar vai ser o fim ou o início do mundo. E quem dá maiores provas disto é o torcedor.
A chegada do time no Rio de Janeiro é um dos exemplos do quão inteligente é a galera de saber que o momento é de união e certeza que o lider é o Fluminense, que jogará em casa, terá um grande time pela frente mas precisa de tranqüilidade para vencê-lo já que o mesmo, longe disto, não é imbatível, visto que o Grêmio acabou provando esta teoria na prática em São Paulo, na mesma hora do jogo de Goiás. O torcedor mostra aos jogadores o caminho. Motivação, união e certeza que ainda muita coisa vai rolar. Todos ao Engenhão na quarta-feira!
O jogo dava a impressão de trilhar o caminho da vitória do Fluminense, que abria o placar e ainda colocava uma bola na trave com Washington, numa bela cobrança de falta. Mas faltavam ainda muitos minutos.
Por estatística é normal que as equipes se concentrem mais nos inícios de cada tempo. Ali, dificilmente tomam um gol. Diferente do final, quando já extenuados pela briga do jogo em si, acabam afrouxando e perdendo a concentração. Desculpa? Acho que não há. Tomar gol é igual sempre e é claro que precisa se entender o que há no caso do Fluminense. Muitos falaram de idade, mas acho isto uma besteira enorme. Não há relação com quem tem mais idade com descréscimo de performance física. Magno Alves e Geraldo mostraram ontem (domingo) na vitória do Ceará contra os "meninos" da Vila. O Atlético empatou, o Fluminense teve chance de vencer, mas coube ao time da casa, num lance de posicionamento equivocado, somado a sorte do atacante da casa em errar o chute e matar a defesa, fazer o resultado.
Seria um prenúncio de uma tragédia se não tivessemos ainda muito campeonato. O que não se pode é pensar que quarta-feira é decisão e que se perder ou ganhar vai ser o fim ou o início do mundo. E quem dá maiores provas disto é o torcedor.
A chegada do time no Rio de Janeiro é um dos exemplos do quão inteligente é a galera de saber que o momento é de união e certeza que o lider é o Fluminense, que jogará em casa, terá um grande time pela frente mas precisa de tranqüilidade para vencê-lo já que o mesmo, longe disto, não é imbatível, visto que o Grêmio acabou provando esta teoria na prática em São Paulo, na mesma hora do jogo de Goiás. O torcedor mostra aos jogadores o caminho. Motivação, união e certeza que ainda muita coisa vai rolar. Todos ao Engenhão na quarta-feira!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Derrota em Campinas
Futebol é um jogo de conquista de território e mesmo que os gols do Guarani tenham acontecido de bola parada, acusam uma dificuldade. O adversário chegar até aquele espaço com perigo, necessitando assim a intervenção faltosa dos zagueiros, mostra que o time cedeu espaços.
Dominar o adversário durante o jogo não se trata de dominar o adversário o jogo inteiro Defender-se bem é suportar as pressões sem sofrer gols, pois o domínio durante a partida muda de mãos, ou melhor, de pés a todo o momento dentro dos noventa minutos.
Descontadas as ausências por lesões e suspensões, o Fluminense sofreu pelo mesmo motivo que o tornou forte. Com Conca e Deco na articulação do meio campo, o time fica muito criativo, porém quando o adversário atua com jogadores que além de marcar consegue jogar, impõe um obstáculo. Mesmo que tenham muito boa vontade para ajudar defensivamente, os dois não tem muita força para essa função.
O time tricolor criou uma identidade forte de marcar atacando o adversário, mesmo jogando fora de casa, tomando a iniciativa do jogo e ditando o ritmo da partida. Deve continuar assim, pois quando recua demais, aumenta o campo para contra atacar, deixando muito longe da meta adversária seus principais jogadores de articulação do meio campo.
Um abraço!
Visite meu site: www.roger6.com.br
Dominar o adversário durante o jogo não se trata de dominar o adversário o jogo inteiro Defender-se bem é suportar as pressões sem sofrer gols, pois o domínio durante a partida muda de mãos, ou melhor, de pés a todo o momento dentro dos noventa minutos.
Descontadas as ausências por lesões e suspensões, o Fluminense sofreu pelo mesmo motivo que o tornou forte. Com Conca e Deco na articulação do meio campo, o time fica muito criativo, porém quando o adversário atua com jogadores que além de marcar consegue jogar, impõe um obstáculo. Mesmo que tenham muito boa vontade para ajudar defensivamente, os dois não tem muita força para essa função.
O time tricolor criou uma identidade forte de marcar atacando o adversário, mesmo jogando fora de casa, tomando a iniciativa do jogo e ditando o ritmo da partida. Deve continuar assim, pois quando recua demais, aumenta o campo para contra atacar, deixando muito longe da meta adversária seus principais jogadores de articulação do meio campo.
Um abraço!
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Empate nos detalhes
Felipão imaginando que Muricy fosse soltar seu time no primeiro tempo de jogo para conseguir uma vantagem e obrigá-lo a ter de se abrir, optou por entrar com um time conservador e moldado para o contra ataque, jogando com Valdivia ao lado de Kléber e Fabrício como ora terceiro zagueiro, ora lateral.
Entendendo o recado, Muricy fez com que seu time jogasse em cima do Palmeiras durante a etapa inicial inteira e na sua principal característica, a velocidade na troca de passes e infiltração, saiu na frente antes dos vinte minutos de jogo.
Em desvantagem, sabendo que deveria mudar, mas com cautela, Felipão resolveu soltar o seu time em doses homeopáticas. As modificações que iniciaram na volta do intervalo com Tinga no lugar de Pierre, passando pela saída de Fabrício e acabando com a entrada e Ewerton no ataque, tiveram o intuito de soltar o time e tentar tomar o controle da partida. Controle este que durante o primeiro tempo e o início do segundo era da equipe tricolor.
Pelo lado do Fluminense, Muricy que já havia usado uma substituição para recompor o sistema defensivo pela saída de Diogo machucado, viu aos poucos o Palmeiras ganhar terreno e começar a ameaçar com mais gente dentro do seu campo. Mesmo assim, decidiu permanecer com a formação, imaginando que o time conseguisse retomar o controle da partida.
Faltando poucos minutos para acabar, Muricy retirou Emerson e promoveu a entrada de André Luis para tentar barrar ímpeto paulista nas bolas aéreas, mas um detalhe tático alterou o placar do jogo. Com a entrada de André, Belleti que fizera boa partida como zagueiro, foi posicionado à frente da área. Com esta mudança, Muricy alterou o mecanismo defensivo que havia sido criado durante o jogo.
Caprichosamente, a jogada de gol se desenrolou pelo setor do recém promovido zagueiro tricolor. Deixando a mensagem que neste nível técnico que se encontram Muricy e Felipão qualquer descuido pode ser decisivo.
Entendendo o recado, Muricy fez com que seu time jogasse em cima do Palmeiras durante a etapa inicial inteira e na sua principal característica, a velocidade na troca de passes e infiltração, saiu na frente antes dos vinte minutos de jogo.
Em desvantagem, sabendo que deveria mudar, mas com cautela, Felipão resolveu soltar o seu time em doses homeopáticas. As modificações que iniciaram na volta do intervalo com Tinga no lugar de Pierre, passando pela saída de Fabrício e acabando com a entrada e Ewerton no ataque, tiveram o intuito de soltar o time e tentar tomar o controle da partida. Controle este que durante o primeiro tempo e o início do segundo era da equipe tricolor.
Pelo lado do Fluminense, Muricy que já havia usado uma substituição para recompor o sistema defensivo pela saída de Diogo machucado, viu aos poucos o Palmeiras ganhar terreno e começar a ameaçar com mais gente dentro do seu campo. Mesmo assim, decidiu permanecer com a formação, imaginando que o time conseguisse retomar o controle da partida.
Faltando poucos minutos para acabar, Muricy retirou Emerson e promoveu a entrada de André Luis para tentar barrar ímpeto paulista nas bolas aéreas, mas um detalhe tático alterou o placar do jogo. Com a entrada de André, Belleti que fizera boa partida como zagueiro, foi posicionado à frente da área. Com esta mudança, Muricy alterou o mecanismo defensivo que havia sido criado durante o jogo.
Caprichosamente, a jogada de gol se desenrolou pelo setor do recém promovido zagueiro tricolor. Deixando a mensagem que neste nível técnico que se encontram Muricy e Felipão qualquer descuido pode ser decisivo.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mudou e melhorou
Sem a presença de Emerson, Muricy decidiu escalar Beletti ao lado de Fernando Bob no meio campo, entrando com um atacante apenas. Esta opção se mostrou pouco eficiente, pois lhe causou problemas no primeiro tempo do empate no Maracanã contra o São Paulo.
As dificuldades que o Fluminense enfrentou na etapa inicial não devem ser explicadas apenas pela falta de um jogador a mais no setor de ataque e sim pelo posicionamento e deslocamento que deveriam ocorrer por esta ausência.
O gol de Deco logo nos primeiros minutos denunciava que Muricy acertara a estratégia para este jogo, pois a necessidade em ocupar o espaço deixado pela ausência de outro atacante estava sendo bem preenchida. Porém, é difícil estar em dois lugares ao mesmo tempo e com a obrigação em participar do setor de armação ao lado de Conca e também com responsabilidades defensivas, eles tiveram dificuldades.
À frente dos defensores, Belleti e Bob, que deveriam ser os responsáveis pela condução da bola, jogando dentro do campo adversário, estiveram a maior parte do tempo atrás da linha dela. Com três defensores, dois volantes, mais os dois alas, que atuavam muito abertos, jogando diferente de outros jogos em que participavam pelo meio campo, o time não teve gente suficiente para chegar na frente.
No momento de defender, estando com um jogador apenas entre os zagueiros, o São Paulo pôde adiantar mais um jogador para dentro do campo do Fluminense, empurrando o Tricolor para perto do seu gol.
A entrada de Rodriguinho no lugar de Belleti e a mudança no posicionamento de Julio Cesar e Mariano alteraram o panorama da partida. Havendo mais um jogador na frente da linha da bola e mais perto do gol para jogar, mudou até mesmo o posicionamento de Diogo, que passou a aparecer mais no jogo para ajudar o time.
Produzindo mais e jogando melhor o tricolor empatou e poderia ter virado o jogo no pênalti defendido por Rogério Ceni. Empatar com o São Paulo não pode ser considerado um mau resultado, mas se houvesse um vencedor, este seria o Fluminense.
Visite meu site www.roger6.com.br
As dificuldades que o Fluminense enfrentou na etapa inicial não devem ser explicadas apenas pela falta de um jogador a mais no setor de ataque e sim pelo posicionamento e deslocamento que deveriam ocorrer por esta ausência.
O gol de Deco logo nos primeiros minutos denunciava que Muricy acertara a estratégia para este jogo, pois a necessidade em ocupar o espaço deixado pela ausência de outro atacante estava sendo bem preenchida. Porém, é difícil estar em dois lugares ao mesmo tempo e com a obrigação em participar do setor de armação ao lado de Conca e também com responsabilidades defensivas, eles tiveram dificuldades.
À frente dos defensores, Belleti e Bob, que deveriam ser os responsáveis pela condução da bola, jogando dentro do campo adversário, estiveram a maior parte do tempo atrás da linha dela. Com três defensores, dois volantes, mais os dois alas, que atuavam muito abertos, jogando diferente de outros jogos em que participavam pelo meio campo, o time não teve gente suficiente para chegar na frente.
No momento de defender, estando com um jogador apenas entre os zagueiros, o São Paulo pôde adiantar mais um jogador para dentro do campo do Fluminense, empurrando o Tricolor para perto do seu gol.
A entrada de Rodriguinho no lugar de Belleti e a mudança no posicionamento de Julio Cesar e Mariano alteraram o panorama da partida. Havendo mais um jogador na frente da linha da bola e mais perto do gol para jogar, mudou até mesmo o posicionamento de Diogo, que passou a aparecer mais no jogo para ajudar o time.
Produzindo mais e jogando melhor o tricolor empatou e poderia ter virado o jogo no pênalti defendido por Rogério Ceni. Empatar com o São Paulo não pode ser considerado um mau resultado, mas se houvesse um vencedor, este seria o Fluminense.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vitória com a marca de Deco
Jogar no Serra Dourada sempre foi complicado. O Goiás costuma controlar e cansar o adversário no primeiro tempo, para no segundo usar o gramado pesado e o campo grande para pressionar e vencer. Contra o Fluminense, esta estratégia não funcionou. Depois de um primeiro tempo com chances de gol para os dois lados, o Fluminense conseguiu sair com a vitória.
A diferença do time confiante e líder para o outro que esta em má fase e na zona de rebaixamento, além da qualidade, é a naturalidade .Enquanto Goias fazia muita força pra jogar, parecendo ter que movimentar uma usina para acender um palito de fósforo, o Tricolor chegava ao gol com simplicidade e organização.
Atuando novamente com Diogo na função de terceiro zagueiro e desde o início com Deco, dividindo a articulação no meio campo com Conca, o Fluminense teve o controle técnico da partida. Com jogadas rápidas, invariavelmente iniciadas por um dos dois articuladores ou por Mariano, chegou ao décimo terceiro jogo invicto, abrindo cinco pontos do segundo colocado do Brasileirão.
Já comentei minha preferência por, ao invés de escalar três zagueiros de ofício, ter entrada de Diogo para fazer esta função, pois ganha-se mais um jogador de meio campo com desenvoltura pra iniciar as jogadas quando o time tem a bola. Não havendo a necessidade dos meias recuarem para buscar o jogo, pois tem alguém que leva a bola com qualidade ate onde estão, a equipe fica com mais gente dentro do campo de ataque pra jogar.
Embora Fernando Bob seja muito bom jogador, ele é segundo homem de meio campo, e neste contexto em que Diogo jogou, ele deveria ser o primeiro jogador de contenção do setor. Nesta partida, por ter mais qualidade para jogar do que para marcar, deixou o meio com pouca cobertura. Assim que Diguinho se recuperar, gostaria de vê-lo nesta função. Com maior capacidade de marcação e posicionamento e tão bom na saída de bola quanto Bob, o time ganha muito no setor mais importante de um time, o meio campo.
A diferença do time confiante e líder para o outro que esta em má fase e na zona de rebaixamento, além da qualidade, é a naturalidade .Enquanto Goias fazia muita força pra jogar, parecendo ter que movimentar uma usina para acender um palito de fósforo, o Tricolor chegava ao gol com simplicidade e organização.
Atuando novamente com Diogo na função de terceiro zagueiro e desde o início com Deco, dividindo a articulação no meio campo com Conca, o Fluminense teve o controle técnico da partida. Com jogadas rápidas, invariavelmente iniciadas por um dos dois articuladores ou por Mariano, chegou ao décimo terceiro jogo invicto, abrindo cinco pontos do segundo colocado do Brasileirão.
Já comentei minha preferência por, ao invés de escalar três zagueiros de ofício, ter entrada de Diogo para fazer esta função, pois ganha-se mais um jogador de meio campo com desenvoltura pra iniciar as jogadas quando o time tem a bola. Não havendo a necessidade dos meias recuarem para buscar o jogo, pois tem alguém que leva a bola com qualidade ate onde estão, a equipe fica com mais gente dentro do campo de ataque pra jogar.
Embora Fernando Bob seja muito bom jogador, ele é segundo homem de meio campo, e neste contexto em que Diogo jogou, ele deveria ser o primeiro jogador de contenção do setor. Nesta partida, por ter mais qualidade para jogar do que para marcar, deixou o meio com pouca cobertura. Assim que Diguinho se recuperar, gostaria de vê-lo nesta função. Com maior capacidade de marcação e posicionamento e tão bom na saída de bola quanto Bob, o time ganha muito no setor mais importante de um time, o meio campo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Clássico das emoções
Com todos os ingredientes de um grande clássico, Fluminense e Vasco fizeram um excelente jogo no empate em dois gols pela décima quinta rodada do Brasileirão. É bonito ver o Maracanã lotado, ver da arquibancada o torcedor incentivar seu time do coração e ver dentro de campo um espetáculo à altura de sua história.
O jogo começou como todo o clássico. Tenso, com os times se estudando, analisando suas táticas e esperando para ver quem tomaria a iniciativa. E foi o Fluminense que lançou mão da sua condição de líder para dar as boas vindas ao adversário. Em jogada de bola parada, numa das apostas fortes deste time montado por Muricy, que o Tricolor saiu na frente.
Sair na frente logo no início trouxe um prejuízo para o time. Muito à vontade em campo, o Fluminense se descuidou em determinados momentos do jogo. Com seus setores muito longes um do outro, principalmente o meio campo defensivo em relação a Carlos Alberto, fez o Vasco crescer no jogo. Com seu talento em duas jogadas individuais colocou seus companheiros em condição, já dentro da área, igualar e posteriormente virar o placar.
Pela qualidade da partida e pelas chances criadas, o resultado de empate era o mais justo. Em jogada na linha de fundo onde Felipe tentou driblar e perdeu a bola, o Fluminense igualou o placar. Desarmado por Emerson, que cruzou para marca do pênalti, Felipe viu Julio Cesar se aproveitar do descuido de Zé Roberto empurrar a bola para o fundo da rede, dando números finais ao jogão.
O ponto alto depois do empate foi a estreia de Deco com a camisa tricolor. Pouco fez nos pouco mais de 15 minutos que esteve em campo, mas apenas vê-lo tocar na bola se percebe que é um jogador diferenciado. Para este próximo embate, com Diguinho machucado, Muricy tem seu trabalho facilitado, podendo até mesmo escalar Deco desde o início da partida. Mas depois que todos estiverem em condição de atuar, vai da dor de cabeça com tanta opção para escalar. Bom para o Fluminense.
O jogo começou como todo o clássico. Tenso, com os times se estudando, analisando suas táticas e esperando para ver quem tomaria a iniciativa. E foi o Fluminense que lançou mão da sua condição de líder para dar as boas vindas ao adversário. Em jogada de bola parada, numa das apostas fortes deste time montado por Muricy, que o Tricolor saiu na frente.
Sair na frente logo no início trouxe um prejuízo para o time. Muito à vontade em campo, o Fluminense se descuidou em determinados momentos do jogo. Com seus setores muito longes um do outro, principalmente o meio campo defensivo em relação a Carlos Alberto, fez o Vasco crescer no jogo. Com seu talento em duas jogadas individuais colocou seus companheiros em condição, já dentro da área, igualar e posteriormente virar o placar.
Pela qualidade da partida e pelas chances criadas, o resultado de empate era o mais justo. Em jogada na linha de fundo onde Felipe tentou driblar e perdeu a bola, o Fluminense igualou o placar. Desarmado por Emerson, que cruzou para marca do pênalti, Felipe viu Julio Cesar se aproveitar do descuido de Zé Roberto empurrar a bola para o fundo da rede, dando números finais ao jogão.
O ponto alto depois do empate foi a estreia de Deco com a camisa tricolor. Pouco fez nos pouco mais de 15 minutos que esteve em campo, mas apenas vê-lo tocar na bola se percebe que é um jogador diferenciado. Para este próximo embate, com Diguinho machucado, Muricy tem seu trabalho facilitado, podendo até mesmo escalar Deco desde o início da partida. Mas depois que todos estiverem em condição de atuar, vai da dor de cabeça com tanta opção para escalar. Bom para o Fluminense.
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